14 de Março 2013
Postado por: CTMGEO

Sistemas de Informação Geográfica - SIG

A gestão municipal trabalha com uma gama considerável de dados e informações, sejam eles gráficos ou alfanuméricos. Neste cenário, novos dados e/ou informações ainda podem estar disponíveis na forma de tabelas, mapas temáticos ou ainda vídeos, figuras, entre outros, os quais são produzidos a cada instante.

Na era moderna, é fundamental considerar um aporte tecnológico eficiente que administre a enormidade de novos dados e informações, os quais devem necessariamente estar georreferenciados. Somente assim será possível integrá-los em um Sistema de Informações Geográficas - SIG, o qual tornará a base de espacialização próxima à sua situação real. A vinculação de vários níveis de dados (níveis gráficos de mapeamento georreferenciado), os quais, superpostos no SIG, permitem ao usuário estabelecer critérios de planejamento e gestão do espaço urbano.

Os municípios brasileiros aos poucos estão adotando o uso da tecnologia SIG, a qual eficientemente agrega um histórico da dinâmica do espaço e permite realizar simulações e avaliações espaciais interessantes, tomando por referência a modelagem do banco de dados alfanumérico e a temporalidade dos mapeamentos.

Um SIG deve permitir adquirir dados diversos, bem como a recuperação e análise dos mesmos para obter respostas simples e precisas, ou até mesmo análises mais complexas a fim de gerar novas informações. Esse sistema tem a capacidade de integrar as "camadas" correspondentes a diferentes temas de interesse ao usuário, além de permitir a edição de dados, dispondo de recursos para tomar medidas lineares, bem como cálculos de áreas, entre outros. Por fim, os SIGs geram saídas de produtos cartográficos em diversas escalas de modo eficiente por meio da impressão dos mapas (temáticos, cadastral, base cartográfica, outros) e de relatórios, gráficos, etc.

Considera-se a etapa de entrada dos dados em um ambiente SIG como sendo de extrema importância, uma vez que a precisão final dos produtos gerados no SIG depende da qualidade dos dados de entrada, bem como do método adotado para o processamento dos mesmos.

Os dados que compõem um SIG para fins de interesse ao cadastro são: a carta cadastral gerada a partir da representação gráfica da parcela cadastral e os dados descritivos alfanuméricos que companham essa representação proveniente das escrituras, dos censos e dos Boletins de Informações Cadastrais, entre outros. Ressalta-se que, no SIG, existe a facilidade de se obter o vínculo automático entre o dado gráfico e o alfanumérico.

Um mapeamento vetorial urbano é realizado a partir da interpretação e restituição das feições gráficas presentes nas fotografias aéreas. O dado de entrada é uma imagem (fotografia aérea digitalizada) que se processa seguindo as etapas da restituição fotogramétrica que mapeia feições de acordo com os interesses do projeto e da respectiva escala final almejada. No cadastro, as aerofotos são tomadas em escala grande de vôo, favorecendo o procedimento de restituição dos detalhes de interesse ao cadastro, ou seja, da identificação e definição dos limites entre as parcelas.

 

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